[originalmente publicado por Neil Gaiman em 31/05/2016]

Estamos na casa antiga, antiga, de um amigo. Amanda está gravando no estúdio que fica no porão, enquanto eu escrevo e Ash dorme na cadeira ao meu lado. A chuva açoita as janelas, o vento balança as venezianas e, até onde eu sei, parece um legítimo verão inglês.

Hoje é o dia do lançamento de THE VIEW FROM THE CHEAP SEATS [“A vista dos assentos baratos”], minha coleção de não-ficção, ensaios, discursos e introduções. Ela está disponível e é assim que se parece:

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Ou assim:

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Dependendo de onde você está, se no Reino Unido ou nos EUA. Algumas livrarias independentes nos EUA têm exemplares autografados e carimbados em marca d’água. (Aqui está o link com todas as lojas onde eles estão: https://www.facebook.com/WmMorrowbks/posts/1017987604950366). E algumas livrarias no Reino Unido têm exemplares autografados (Eu não tenho uma lista. Você pode começar a procurar nas várias Blackwells e Waterstones)

Hoje à noite, horário britânico – em algumas horas –, estarei conversando com Audrey Niffenegger sobre o meu livro na Union Chapel. Os ingressos estão definitivamente esgotados, mas você pode assistir online pelo link abaixo (que te levará ao livestream.)

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Em comemoração do lançamento de The View from the Cheap Seats, você está convidado para uma noite com Neil Gaiman e Audrey Niffenegger.

Você pode comprar o livro online pela Amazon (http://bit.ly/VfCheapSeats) ou pela Indiebound.

Maria Popova da Brainpickings escreveu um texto lindo sobre a minha introdução à edição do 60º aniversário do Fahrenheit 451, do Ray Bradbury, que faz parte do livro.

Há outros reviews por aí. Aqui está uma parte do review que saiu na NPR:

É considerável, entretanto, o que o livro consegue. Dividido em seções – “No que acredito”, “Música e as pessoas que fazem música”, “Algumas pessoas que conheci”, “Faça boa arte”, e outras – as reflexões de Gaiman brilham com astúcia, humildade e uma cordial falta de pretensão. Ele fala em “embaraçosamente se distanciar do jornalismo” na juventude, sobre o primeiro passo na metamorfose que o levou a autor de fantasia premiado e cultuado e reflete sobre os padrões que surgem na vida: “Eventos rimam”.
Da mesma forma, o livro delineia ordem a partir do aparente caos da carreira versátil de Gaiman, que foi do jornalismo para os quadrinhos, dos romances para a literatura infantil e, enfim, para os roteiros adaptados. O autor fala sobre a sua vida, mas sempre sob uma ótica externa, geralmente um objeto de paixão: os quadrinhos de super-heróis do lendário Jack Kirby, as músicas transgressivas de Lou Reed, “a forma aparente da realidade – o modo como percebo o mundo – só existe por causa de Doctor Who”. Isso foi escrito em 2003, antes de Gaiman escrever um roteiro para a série. De modo semelhante, as muitas ruminações sobre American Gods, seu maior trabalho em prosa, em maior ressonância agora que o livro está prestes a se tornar uma série da TV paga.
Gaiman é sobretudo um escritor e o ápice do livro está nos seus comentários sobre ler e escrever. Eles variam do profundamente pessoal, estranho e pungente “Fantasmas nas máquinas: Alguns pensamentos de Halloween”, publicado originalmente no New York Times, para uma apreciação do elemento do sonho na obra de H. P. Lovecraft – um tópico particularmente esclarecedor, desde que um dos mais estimados personagens de Gaiman, o Morfeus de Sandman, é a própria divindade dos sonhos. Ainda mais intrigante é “Todos os livros têm gênero”, uma nota sobre a composição de American Gods. Há também uma humilde avaliação sobre suas falhas autorais, ensaio em que oferece o sucinto slogan “romances acumulam” – duas palavras que resumem destramente uma master class inteira sobre o processo criativo.

É um alívio ter o livro publicado. Não acho que eu tenha ficado tão nervoso sobre o lançamento de um livro como fiquei com esse. Você pode se esconder atrás da ficção, mas não pode se esconder atrás do que acredita ou opina.

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“[Essa playlist] ou é deliberadamente eclética, ou simplesmente é uma bagunça. Assim como o livro.”              – Onde está Neil quando você precisa dele?            A playlist de Neil Gaiman para The View From the Cheap Seats.

 

Montei uma playlist para o livro na Powells: http://www.powells.com/post/playlist/wheres-neil-when-you-need-him-neil-gaimans-playlist-for-the-view-from-the-cheap-seats- que estou ouvindo no momento, com muito prazer, pelo Spotify.

Na Sky Arts, dois dos quatro episódios de Neil Gaiman’s Likely Stories estão no ar. (Aqui tem um review sobre eles) Se você tiver uma conta na Sky, pode assisti-los online ou baixa-los em https://www.sky.com/watch/channel/sky-arts/neil-gaimans-likely-stories. Não, eu não sei como você pode assistir legalmente fora do Reino Unido. Digo quando souber como.

É a metade do ano. Vou diminuir bastante a minha presença online, o que significa que vou postar mais no blog do que no twitter/facebook/tumblr etc. As coisas que eu tinha pra fazer estão sendo feitas uma por uma e eu estou me preparando para escrever um romance. Está aqui na minha cabeça, é algo grandioso…

E se eu não estiver escrevendo, provavelmente estarei brincando com ele:

(Uma foto em que Ash NÃO sorri como bônus, porque as pessoas insistem em perguntar se ele para de ser feliz em algum momento. Ele está feliz na maior parte do tempo, mas aqui fica uma foto em que ele parece pensativo.)

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